Jacques Offenbach (20 June 1819 – 5 October 1880)
“La Belle Hélène”
Paris – Théâtre du Châtelet – 2001
o rapto de Hélène
Posted in Imagem, Palco, Som on Novembro 11, 2009 by gritomudoa voz
Posted in Berros on Novembro 10, 2009 by gritomudoCom ele que aprendi…
Lembro-me das directas… os exames…
O rádio baixo, toda a casa dormia.
A Musica…
The Durutti Column
Joy Division
…
O António Sérgio
A voz

“António Sérgio nunca esteve bem em qualquer estação de rádio. Mesmo quando a rádio era rádio. Porque António Sérgio é uma estação de rádio andante e uma estação não cabe noutra estação”.
Miguel Esteves Cardoso
quem me dera encontrar o verso puro
Posted in Imagem, Palco, Textos on Outubro 5, 2009 by gritomudoquando penso o Fado, penso em Gaivota
agora gostaria que o sentissem
Um simples mundo
Posted in Berros, Imagem, Textos on Setembro 12, 2009 by gritomudo
CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA
Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
(…)
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objeto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
Lisboa, 25/6/1959
Jorge de Sena
GATILLASO
Posted in Imagem on Agosto 27, 2009 by gritomudoFamília Feliz
Em tempo de tristes dias que se avizinham, (eleições à porta) mais val RIR.
C’est comme ça,
Posted in Imagem, Som, Textos on Agosto 24, 2009 by gritomudoTa Main
Tu sabes que ainda é difícil,
Para mim de falar de ti,
Parece que é normal,
Não existem regras nesse tipo de jogo.
Tu sabes minha voz aperta,
Quando te cruzo em algumas fotos,
Tu sabes meu coração está-se perdendo,
Acho que ele ainda pensa um pouco em ti.
É assim
É assim
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria que a minha angustia,
Durasse apenas um instante.
E sabes espero pelo menos
Que tu me entendas.
É difícil quebrar o silêncio,
Mesmo nos gritos, mesmo em festa,
É difícil de combater a ausência,
Pois esta louca só o faz na cabeça dela.
E ninguém pode entender,
Todos nós temos uma história própria.
Dizem que se deve esperar,
Que a tristeza fique irrisória.
É assim
É assim
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria que a minha angustia,
Durasse apenas um instante.
E sabes espero pelo menos
Que tu me entendas.
Eu queria te dizer que fiquei orgulhoso,
Por ter tido pelo menos um dia,
Um pouco o teu irmão e amigo,
Embora a vida tenha as suas curvas.
É assim
É assim
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria ter segurado a tua mão,
Um pouco mais…
Queria que a minha angustia,
Durasse apenas um instante.
E sabes espero pelo menos
Que tu me entendas.
a preto e branco
Posted in Imagem, Palco, Som on Junho 23, 2009 by gritomudoSobre Judy Garland, já muito foi dito. Não o suficiente, é certo. Mas o que dizer destas imagens? O que dizer do modo? da forma? da força do preto e branco? Momento de rara beleza que se estendeu até aos dias de hoje e no futuro belo se manterá certamente.
dizia sempre…
Posted in Berros, Imagem on Maio 21, 2009 by gritomudoJoão Pedro Bénard da Costa
(7-2-1935 / 21-5-2009)
Lisboa, 21 Maio 2009 (Lusa) – João Bénard da Costa morreu hoje em casa aos 74 anos vítima de doença prolongada. Personalidade que se “confunde com a história da Cinemateca e do cinema em Portugal”. A Cinemateca Portuguesa suspendeu todas as sessões de cinema até ao dia 25 de Maio, mas irá projectar o filme “Johnny Guitar”, de Nicholas Ray, em homenagem a João Bénard da Costa.
A minha singela homenagem ao homem que nunca deixou na rua os que Amam o cinema pelo facto da sala da Barata Salgueiro se encontrar lotada. Dizia sempre.
- Entrem, sentem-se nos corredores. Bom filme.