E ao anoitecer
e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia
Al Berto
Junho 28, 2008 às 4:50 am
Al Berto
nome enorme da poesia portuguesa contemporânea, tão precocemente desaparecido…
Fosse ele um homem “de se por em bicos dos pés”, arriscava-se a ser transformado num mito; ainda bem que não, que continua a ser o “simples” Al Berto que sempre admirámos.
Abraço.