Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
Este artigo foi publicado em Junho 28, 2008 às 12:35 am, na(s) categoria(s) Imagem, Som, Textos . Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0
Pode deixar uma resposta ou fazer trackback do seu próprio site.