Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
Este artigo foi publicado em Julho 1, 2008 às 12:22 am, na(s) categoria(s) Imagem, Textos . Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0
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Permite-me que me embeveça mais com esta cena do melhor filme de Wim Wenders – “Paris Texas” – com a soberba música de Ry Cooder e a presença sempre poderosa e enigmática desse actor tão pouco lembrado: Harry Dean Stanton—
É o vídeo perfeito para este poema de um dos “outros” Pessoas!
Abraço.
Julho 1, 2008 às 12:55 am
Permite-me que me embeveça mais com esta cena do melhor filme de Wim Wenders – “Paris Texas” – com a soberba música de Ry Cooder e a presença sempre poderosa e enigmática desse actor tão pouco lembrado: Harry Dean Stanton—
É o vídeo perfeito para este poema de um dos “outros” Pessoas!
Abraço.