Il Grido

No primeiro ‘post’ sobre cinema, não podia apresentar mais nada.       O Grito (1957).

O Grito (1957), de Michelangelo Antonioni, filme que antecedeu a célebre “trilogia da incomunicabilidade”.

Após sofrer desilusão amorosa com uma mulher casada, com quem manteve um longo caso e teve uma filha, o operário Aldo inicia uma jornada existencial pelas estradas da Itália, em busca de respostas.
Vagando de cidade a cidade, envolve-se com outras mulheres, à procura de uma saída para o vazio de sua vida.

Quanto de Aldo temos em nós?
Quantos Aldos somos nós?

Uma Resposta para “Il Grido”

  1. Que maravilha encontrar aqui na blogosfera alguém com a sensibilidade de eleger este filme para inaugurar uma postagem sobre cinema.
    “O Grito” é para mim um dos grandes filmes de sempe, marcou-me quando o vi de tal forma, quando o vi, pela primeira vez, há muitos, muitos anos, que ainda hoje recordo muita coisa dele; e para quem gosta do magníficio cinema italiano das décadas finais do século passado, Antonioni é um génio e faz neste filme algo que poucos cineastas foram capazes: uma transição muito correcta do neo realismo do pós-guerra, para o intelectualismo dos anos 60 e vindouros, dos quais a sua trilogia famosa é o exemplo máximo, mas na qual me permito destacar essencialmente “O Deserto vermelho”. (outros que o fizeram de uma forma ou outra, foram De Sicca e Rosselinni).
    E se te dou inteira razão em reconhecer que a personagem Aldo, deste filme. é das mais bem construídas de um mundo em convulsão, social e sentimental, que já houve no cinema, não cpnsigo esquecer o rosto sempre tão marcado, de uma das maiores actrizes de todos os tempos: Alida Valli, que só Visconti conseguiu fazer brilhar ainda mais com esse incontornável “Senso”.
    Um abraço fortemente cinéfilo.

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