Coliseu de PÉ

Posted in Imagem, Textos on Maio 18, 2009 by gritomudo

Antony and the Johnsons

The Crying Light foi o motivo da presença de Antony and the Johnsons entre nós.
Antony e seis Johnsons subiram na penumbra do palco de Lisboa prontos a tocarem as características canções de Antony Hegarty carregadas de dramatismo.
Sem perder o peso das canções, era visível a satisfação do músico.
Falou da sua visita a Sintra, brincou com a política americana, falou de Obama, (hoje em dia quem não fala?), falou de Teologia, dos conflitos do seu passado católico “Rapidamente percebi que havia qualquer coisa de muito errado no meio daquilo tudo”, acabando por se apelidar de bruxa criada no seio de uma família profundamente católica. Na continuidade da comunicação que manteve com o publico afirmou que um segundo Jesus virá. Uma encarnação feminina de Jesus Cristo, de seu nome Jesus Christina, natural do Afeganistão, virá salvar a terra no futuro e levar à criação “de governos profundamente femininos”. Entre risos, falou das notícias recentes sobre a subida do nível das águas e o fim da humanidade.
Do alinhamento fizeram parte temas como:
“Where Is My Power?”, “Her Eyes Are Underneath the Ground”, “Epilepsy Is Dancing”, “One Dove”, “For Today I Am a Boy”, “Kiss My Name”, “Everglade”, “Another World”, “Shake That Devil”, “The Crying Light”, “I Fell in Love With a Dead Boy”, “Fistful of Love”, “You Are My Sister”, “Hope Mountain”, “Twilight”, “Aeon”, “Cripple and the Starfish”, para o fechar do pano “Hope There’s Someone”.
De seguida, assista a um dos temas de Antony

caçador de mim

Posted in Imagem, Textos on Maio 11, 2009 by gritomudo

HD

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Tela: Gerald Huth
Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Um HOMEM do FADO

Posted in Imagem, Palco, Som on Maio 2, 2009 by gritomudo

Não se é do Fado por querer
É se do Fado por Ser.

Sorriso

Posted in Imagem, Textos on Abril 26, 2009 by gritomudo

Tenho um sorriso fechado na palma da minha mão.
Sorriso que foi achado caído no meio do chão.
Um sorriso que era vento desenrolado do azul
em que as minhas velas pandas se enfunavam para o Sul,
rumo a qualquer fim do mundo!

Uma ilha tropical onde o meu corpo confundo
com vento suor e sal. Era esse o teu sorriso;
o sorriso que me davas quando os teus olhos nos meus
eram dois potros com asas.

À tua espera na praia fiquei pela tarde fora,
no alto daquele rochedo onde um minuto é uma hora!
E não vi o teu sorriso surgir da areia ou do mar.
Nem tive um porto de abrigo…
Nem foste um barco a chegar.

Se me disseres que morreste não acredito. Não posso!
Andavas sempre comigo e o teu sorriso era o nosso…
Hoje guardo o teu sorriso fechado na minha mão…
A contrastar com o siso que trago no coração.

(Trovante – Sorriso)

Don’t walk away, in silence.

Posted in Imagem, Textos on Abril 11, 2009 by gritomudo

Atmosphere

Walk in silence,
Don’t walk away, in silence.
See the danger,
Always danger,
Endless talking,
Life rebuilding,
Don’t walk away.

Walk in silence,
Don’t turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask of self-hate,
Confronts and then dies.
Don’t walk away.

People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,
Through the streets,
Every corner abandoned too soon,
Set down with due care.
Don’t walk away in silence,
Don’t walk away.

Ian Curtis

Poeta Pintor

Posted in Imagem, Textos on Março 28, 2009 by gritomudo


exercício espiritual

É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem

É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora

Mário Cesariny de Vasconcelos
manual de prestidigitação
assírio e alvim – 1981

8 de Março

Posted in Berros, Imagem, Textos on Março 9, 2009 by gritomudo

Ser Mulher

 

A mulher deve ser meiga, companheira do marido, tanto na alegria como na tristeza.
O homem deve ser amigo da mulher e, no seu amor, deve respeitar a sua alma e o seu corpo como sagrados que são.

Mahatma Gandhi

Dedicatória

Posted in Soltas on Março 1, 2009 by gritomudo

Take – 10 Blow-Up

Posted in Imagem on Fevereiro 28, 2009 by gritomudo

Blow-Up

Realização:
Michelangelo Antonioni

Argumento:
Michelangelo Antonioni
Julio Cortázar

Actores:
Vanessa Redgrave … Jane
Sarah Miles … Patricia
David Hemmings … Thomas
John Castle … Bill
Jane Birkin … The Blonde
Gillian Hills … The Brunette
Peter Bowles … Ron

Sinopse:
O bem sucedido e moderno fotógrafo londrino Thomas – (David Hemmings), no seu mundo delimitado pela moda, música pop, drogas e sexo fácil, sente a sua vida aborrecida e monótona.
No decorrer de uma das suas sessões fotográficas, acidentalmente captura em filme a prática de um homicídio (que pode ou não ter ocorrido) do namorado da misteriosa Jane – (Vanessa Redgrave).
O facto de que ele fotografou um homicídio não ocorre de imediato.
Na câmara escura e com recurso à ampliação, Thomas vê na foto algo que ele nunca reparou e que ocorreu em simultâneo a quando da sessão fotográfica no parque.
Do estudo das fotos surgem detalhes (blow-up), que pouco a pouco vão montando como que um puzzle do sucedido.
Terá ocorrido um crime?
No final ,The Yardbirds interpretam o tema “Stroll On” vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes em 1967.
Las babas del diablo do argentino Julio Cortázar, serviu de obra de inspiração ao roteiro deste filme.

afinal aquilo que sou

Posted in Berros, Imagem, Textos on Fevereiro 27, 2009 by gritomudo

Silêncio e tanta gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p’ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d’aquilo que sou

Letra e música: Maria Guinot